Possuem pás montadas em uma torre alta que giram em um eixo horizontal.
Alta eficiência e capacidade de captação de energia, especialmente em grandes parques eólicos.
Requerem um sistema de orientação para alinhar-se com a direção do vento e torres mais altas, aumentando os custos.
O eixo de rotação é vertical, permitindo a captação de vento de qualquer direção.
Simples e mais baratas, não precisam de um sistema de orientação e funcionam bem em ventos turbulentos.
Geralmente menos eficientes que as turbinas de eixo horizontal, com menor capacidade de geração.
Maior eficiência devido a ventos constantes e fortes, sem obstáculos.
Altos custos de instalação e manutenção devido à localização desafiadora e necessidades tecnológicas específicas.
Menor custo de instalação em comparação com as offshore.
Ventos menos constantes e fortes, e limitações geográficas nas áreas de instalação.
Capturam a energia cinética do vento e a transferem para o eixo da turbina.
Feitas de materiais leves e duráveis (como fibra de vidro ou carbono) com formato aerodinâmico para maximizar a eficiência.
A carcaça que abriga os componentes mecânicos e elétricos.
Converte energia mecânica em eletricidade.
Aumenta a velocidade de rotação do eixo.
Para parar o rotor em condições adversas.
Transmite a energia mecânica das pás para a multiplicadora e o gerador.
Converte a energia mecânica em energia elétrica, frequentemente usando geradores de indução ou de ímã permanente.
Orienta a nacele e as pás de acordo com a direção do vento.
Monitora e regula o funcionamento da turbina, ajustando as pás e o gerador conforme necessário.
Suporta a nacele e o rotor, sendo mais alta para captar ventos mais fortes.
Mede a velocidade e a direção do vento para otimizar o desempenho da turbina.
As pás aerodinâmicas capturam o vento, girando em resposta ao fluxo do ar.
A rotação das pás transfere energia para o eixo principal, que se conecta à multiplicadora, aumentando a rotação.
A energia mecânica gerada é convertida em eletricidade pelo gerador. Em turbinas de geração direta, essa conversão ocorre diretamente.
A eletricidade gerada é ajustada para compatibilidade com a rede elétrica e transmitida via cabos e transformadores.
O sistema de controle ajusta o ângulo das pás e a orientação da nacele, maximizando a captação de energia e acionando os freios em ventos excessivos.
A energia eólica é uma fonte renovável que traz benefícios, mas também pode ter impactos ambientais que precisam ser considerados:
- Alteração do Habitat: A construção de parques eólicos pode afetar habitats naturais, levando à fragmentação de ecossistemas e à perda de biodiversidade.
- Impacto sobre Aves e Morcegos: Turbinas eólicas podem representar riscos para aves e morcegos, que podem colidir com as pás durante o voo, afetando populações locais.
- Uso da Terra: A instalação de turbinas requer espaço e pode competir com outras atividades, como agricultura ou conservação, gerando conflitos de uso da terra.
- Ruído: As turbinas podem gerar ruídos que afetam a fauna local e, em algumas situações, as comunidades vizinhas.
- Impacto Visual: A presença de turbinas em paisagens naturais pode alterar a estética do local, gerando resistência por parte de algumas comunidades.
- Efeitos sobre a Flora: A construção e a manutenção dos parques eólicos podem causar perturbações na vegetação local, impactando a flora nativa.
- Recursos Hídricos: A produção de turbinas eólicas requer água, principalmente na fase de fabricação, o que pode afetar a disponibilidade de recursos hídricos locais.
- Descarte de Componentes: O ciclo de vida das turbinas eólicas envolve a gestão de resíduos, especialmente em relação às lâminas, que podem ser difíceis de reciclar.
O Brasil possui grande potencial eólico, especialmente em seu litoral, com várias regiões apresentando médias anuais de velocidade do vento superiores a 8,0 m/s a 50 metros de altura. As melhores áreas para instalação de parques eólicos incluem:
- Rio Grande do Sul: do Barra do Chui à Estação Ecológica do Taim, e de São Simão a Palmares.
- Santa Catarina: da Praia Esplanada à Praia Figueirinha, e de Laguna a Ibirumba.
- Rio de Janeiro: do Arraial do Cabo a Búzios, e de Campos dos Goytacazes a Barra de Itabapoana.
- Espírito Santo: da Barra de Itabapoana a Itapemirim.
- Bahia: da Praia Costa Dourada a Mucuri.
- Sergipe: de Pirambu a Brejo Grande.
- Rio Grande do Norte: de Bela Formosa a Pirangi, e de Ponta do Mel a Tibau.
- Ceará: de Tibau a Parajuru, e de Icaraí de Amontada a Bitupitá.
- Piauí: todo o litoral.
- Maranhão: das Ilhas Canárias a Tutóia.