Os painéis OPV são fabricados pelo processo Roll to Roll, com eficiência de até 11%. As células solares são feitas de polímeros flexíveis, folhas e transparentes, produzidas com eletrônica orgânica, que combinam moléculas orgânicas e sintéticas para melhorar a absorção solar. A tecnologia é mais barata devido à ampla disponibilidade de insumos.
Os painéis de silício monocristalino são líderes de mercado devido à sua alta eficiência, alcançando cerca de 21%. Eles passam por um processo de refinamento (Mono Perc), que melhora a transparência e o alinhamento
Por sua vez, os painéis de filme fino estão em um patamar de geração energética um pouco mais baixo. Estima-se que essas placas apresentam uma eficiência em torno de 7% a 13%. Os painéis de filme fino podem ser produzidos a partir dos seguintes tipos de material: Cobre, índio e gálio seleneto (CIS / CIGS) Silício amorfo (a-Si) Células solares fotovoltaicas orgânicas (OPV) Telureto de cádmio (CdTe).
Hoje, o principal concorrente dos painéis monocristalinos são os de silício policristalino. Embora o nome até cause a impressão de que eles são mais poderosos, na verdade, sua eficiência energética é ligeiramente menor, chegando a, no máximo, 18%. Ainda assim, são uma opção para quem quer ter a eficácia do silício, mas pagando um preço um pouco mais baixo.
Uma curiosidade sobre as células de silício amorfo é que, durante muito tempo, elas foram utilizadas para gerar energia para pequenos equipamentos, como calculadoras. Contudo, a evolução da indústria fotovoltaica permitiu que esse composto pudesse ser usado na produção de placas de grande porte, cuja eficiência estimada está entre 6% a 9%.
O filme fino, como vimos, é uma técnica de fabricação de painéis solares que utiliza diferentes materiais. Dentre eles, a trinca cobre, índio e gálio, mais conhecida pelas siglas CIS ou CIGS, é a que apresenta maior eficiência energética, em torno de 9% a 12%, podendo até chegar a 13%. Uma vantagem desse tipo de placa é conter menos cádmio, um material considerado tóxico.
Falando em cádmio, é desse mineral que são compostos os painéis do tipo CdTE. Como vimos, ele é tóxico se manipulado em condições não ideais.
Cada placa possui valor diferente dependendo de sua potência.
Os módulos fotovoltaicos captam a luz do sol e produzem a energia. Essa é transportado até o inversor solar que irá converter a energia gerada pelo sistema para as características da rede elétrica. A energia é gerada graças ao efeito fotovoltaico. Para que essa conversão da radiação solar em energia elétrica seja realizada de forma mais eficiente, é ideal que a luz solar incida diretamente nas células fotovoltaicas. Assim, quanto maior a incidência direta nos painéis solares, maior será a geração de energia. A posição perfeita para as placas solares, portanto, é aquela na qual não há áreas de sombras, fazendo com que elas recebam os raios solares durante o dia inteiro. Isso proporciona a liberação ininterrupta de corrente elétrica, que será capturada pelos filamentos condutores dos painéis fotovoltaicos. Após esse processo, a energia gerada é encaminhada para o inversor solar. Esse equipamento transformará a energia produzida no módulo fotovoltaico, que é do tipo corrente contínua (CC), em corrente alternada (CA). Isso porque, quando percorrida em um circuito, a corrente contínua não muda o seu sentido de circulação, havendo a necessidade de convertê-la em corrente alternada para que ela se torne apropriada para o consumo. Além disso, os inversores garantem a segurança do sistema fotovoltaico e geram informações sobre a produção de energia, colaborando para monitorar a produtividade do gerador. Depois da conversão, a energia vai para o seu “quadro de luz” e é distribuída para o seu imóvel.
A energia solar é uma fonte de energia renovável e limpa. Ao utilizar um kit de energia solar, você contribui para a redução da dependência de combustíveis fósseis e para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa, ajudando a combater as mudanças climáticas.
Embora o investimento inicial em um kit de energia solar possa ser relativamente alto, a economia mensal proporcionada permite que você pode recuperar esse valor ao longo de poucos anos. A luz do Sol é um recurso gratuito e ilimitado, o que significa que, uma vez instalado, o sistema pode gerar eletricidade por muitos anos com custos de manutenção relativamente baixos.
Os sistemas de energia solar geralmente exigem pouca manutenção. Limpar os painéis ocasionalmente para remover poeira e detritos é uma das principais tarefas. Além disso, os componentes dos sistemas solares costumam ter garantias de longo prazo.
Atualmente, a tecnologia de produção de energia solar é muito cara. As placas residenciais, por exemplo, são exclusividades da população economicamente mais rica, exceto nos casos em que o governo custeia ou financia o equipamento para lares mais humildes. No entanto, a tendência é que esse equipamento fique mais barato nos próximos tempos.
As variações climáticas interferem rapidamente sobre a produção de eletricidade. Nas usinas solares, por exemplo, a produção interrompe-se quando o sol fica encoberto por mais de 23 horas seguidas, que é o tempo máximo de armazenamento de energia nessas unidades.
Apesar de a energia produzida ter o seu armazenamento viável e possível, ele não acontece em grandes quantidades em comparação a outras fontes de energia.
A Lei 14.300 de energia solar foi criada para regulamentar o consumo da energia solar. Ela determina algumas normas para a instalação e autoconsumo dessa energia renovável, constituindo também o marco legal da microgeração e minigeração distribuída. Isso significa que a legislação concede aos consumidores o direito de gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis.
Preparando o local de instalação das placas solares com base no layout desenhado para o sistema: a equipe de instalação sobe no telhado da sua casa ou empresa e desenha onde será alocado cada painel solar.
Instalando os “suportes” dos painéis solares em telhados de barro: as telhas são removidas nos lugares certos, de acordo com o layout, e os “suportes” são aparafusados nesses pontos, gerando a base da fixação do sistema. Em telhados de metal, a instalação é mais simples, e o suporte é aparafusado através da própria telha metálica, garantindo segurança e proteção contra infiltrações.
Instalação dos “trilhos” onde os painéis solares serão fixados: os suportes para placa solar são todos pré-fabricados, normalmente em alumínio. Os trilhos são feitos para encaixar perfeitamente nos suportes e promover um local ideal para prender os painéis solares.
Instalar as placas solares sobre os trilhos e conectar os cabos: com os trilhos bem fixos, é hora de instalar os painéis em seu devido lugar e conectar os cabos.
Conectar os painéis solares no inversor solar e instalar o inversor na rede elétrica de sua casa ou empresa: esta é a parte final da instalação, na qual trabalha somente o eletricista. Após a instalação e a conexão à rede, o sistema de energia solar já está produzindo energia elétrica, e você começa a economizar na conta de luz imediatamente.
A calculadora de economia de energia solar permite que você estime quanto pode economizar utilizando energia solar na sua residência. Basta seguir os seguintes passos:
Esses valores são estimativas e podem variar de acordo com fatores como localização, eficiência dos painéis solares e condições climáticas. Para obter resultados mais precisos, consulte um especialista em energia solar.